Dia: 21 de fevereiro de 2021

  • Em vídeo, Crivella agradece decisão do STJ e chora ao falar da mãe

     

    Ex-prefeito do Rio de Janeiro afirma ter doado mais de R$ 60 milhões para obras sociais e diz ter sofrido injustiça

    Ex-prefeito comenta sua prisão e a morte da mãe

    Ex-prefeito comenta sua prisão e a morte da mãe

    REPRODUÇÃO INSTAGRAM

    O ex-prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella publicou no sábado (20) um vídeo em suas redes sociais para comentar a ordem de prisão de recebeu ao final do mandato, em dezembro do ano passado. Em um vídeo de mais de três minutos publicado no sábado (20), Crivella agradece aos tribunais superiores por ter ficado preso em caráter domiciliar e se emociona ao falar da morte da mãe. Na ocasião, ele precisou da autorização da Justiça para ir ao enterro.

    “Quero agradecer muito a Deus pelo Superior Tribunal de Justiça ter nos concedido o direito de cumprir a decisão domiciliar. Agradeço também ao Supremo Tribunal Federal que retirou as cautelares. Agradeço aos nossos advogados e a todos que oraram por nós e enviaram mensagens de esperança e fé”, disse no vídeo, gravado em um local aberto.

    Crivella foi preso na manhã da terça-feira, dia 22 de dezembro, no Rio de Janeiro em uma operação da Polícia Civil e do Gaocrim/MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro). Ele foi detido em casa, no bairro Península, na Barra da Tijuca, e levado para a Cidade da Polícia, no Jacaré. A prisão fez parte da Operação Hades, que apura supostos pagamentos de propina dentro da Prefeitura do Rio de Janeiro, considerada pela investigação um “QG da Propina”.

    “Agradeço também, sobretudo e principalmente a minha família: esposa, filhos, nora, genro, e lamento muito terem passado o que passaram. por fim, peço a Deus que ninguém jamais sofra a injustiça que cometeram contra mim, minha família e meu governo ou sintam a dor que senti por ter perdido minha mãe durante esse momento tão difícil.”

    No início da gravação, Crivella lembra do dia 22 de dezembro quando recebeu o mandato de prisão. “Às 5h45 da manhã do dia 22 de dezembro, nove dias antes de terminar o governo, recesso do judiciário batem à porta da minha casa com um mandado de prisão sob a alegação de que, como prefeito, eu poderia destruir provas, constranger testemunhas e realizar pagamenos indevidos em um suposto esquema de propina que furava fila nos pagamentos a fornecedores.”

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    “Em dois anos de investigação, o Ministério Público não havia obtido uma prova sequer contra mim. Ainda assim, sofri prisão preventiva sob alegação de que nesse período de nove dias eu faria o que nunca tinha feito em 3 anos, 11 meses e 21 dias de governo, ou em quase 20 anos de vida pública. No curso das investigações, pedi publicamente para ser ouvido, ofereci meu sigilo bancário, fiscal, telefônico”, disse Crivella em vídeo. 

    Crivella declarou ainda que, “se tivessem aceito, veriam que nos anos de vida pública recebi de rendimentos declarados no Imposto de Renda salários e direitos autorais em valores atualizados R$ 35.169.516,60 e tudo que possuo é o apartamento onde eu moro, porque doei a maior parte desses recursos.”

    O ex-prefeito do Rio de Janeiro disse ainda que outros recursos “nem passaram na minha conta foram direto para as entidades: como os que recebi com contrato com a sony music, venda de CDs ou mesmo o prêmio do Show do Milhão no SBT.”

    No total, Crivella diz ter doado mais de R$ 60 milhões para obras sociais. “Também morei com a minha família muitos anos na África como missionário e voltei para o sertão da Bahia, onde construi com recursos próprios, a Fazenda Nova Canaã. Desde 2001 educando centenas de crianças carentes, com escolas em horário integral, tratamento médico-odontológico e transporte escolar. Se doei meus recursos, faz sentido que queira obter valores ilícitos?”

    Em relação a seu governo, Crivella afima que foi “um período difícil, crise econômica, menos R$ 15 bilhões para administrar a cidade, estado de calamidade pública por tempestades e ventos nunca vistos.” Além disso, ele cita ainda a pandemia do coronavírus: “a pior pandemia da história mas que, quando chegou, tínhamos equipamentos para nossos hospitais e ainda ajudamos 25 municípios do estado.”

    “Ainda assim, não atrasamos salários, realizamos 450 mil cirurgias, foi recorde, reformamos 220 escolas e construímos outras e concluimos 120 obras das 130 deixadas pelo governo anterior. Elaboramos a legislação ‘Idoneidade Carioca’ para evitar problemas como esses que nos acusam sem provas, negociamos os subsídios do VLT com economia de bilhões, o Carnaval passou a ser patrocinado por recursos privados. afastamos as os da saúde que tinham problemas, recuperamos em processo administrativo recursos desvidos nas obras olímpicas por grandes empreiteiras.”

    “Estabelecemos a passagem de ônibus mais barata do Brasil, recuperamos a Linha Amarela, o pedágio foi suspenso, reduzi meu salário pela metade durante os quatro anos de governo, o que deu um total de uma economia de R$ 800 milhões pelo efeito cascata. Se trabalhamos tanto para conter desperdícios e corrupção, por que razão iríamos nos últimos 9 dias de governo fazer o que nos acusam sem provas?”, afirmou.

  • Bolsonaro recebe relatório da PEC que vai viabilizar novo auxílio

    Bolsonaro recebe relatório da PEC que vai viabilizar novo auxílio

     

    Presidente se reuniu com o senador Marcio Bittar (MDB-AC), relator da proposta, neste domingo, no Palácio da Alvorada

    Bolsonaro, Bittar e Ramos, em encontro no Palácio da Alvorada
    Bolsonaro, Bittar e Ramos, em encontro no Palácio da Alvorada REPRODUÇÃO/TWITTER

    presidente Jair Bolsonaro se reuniu na manhã deste domingo (21) com o senador Marcio Bittar (MDB-AC), relator da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que viabilizará a concessão de uma nova rodada do auxílio emergencial associada a medidas de compensação fiscal. O texto deverá ser apresentado nesta segunda-feira (22), com previsão de votação no Senado na quinta-feira (25).

    Leia também: Novo auxílio emergencial deve ser pago a quase 40 milhões

    Após o encontro, que não estava na agenda, foi divulgado somente um vídeo de apoio do presidente ao Acre, representado pelo senador, que enfrenta calamidade por causa das enchentes dos rios. Bolsonaro se comprometeu a visitar o estado na quarta-feira (24). O ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, também participou da reunião.

    A retomada do benefício é um consenso entre o governo federal e os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), após a escalada de casos de covid-19 no país. O programa, que terminou em dezembro, beneficiou 68 milhões de pessoas, com R$ 294 bilhões.

    O texto terá uma “cláusula de calamidade”, que abre espaço no orçamento para o pagamento do benefício de março a junho, diante das dificuldades enfrentadas por milhões de famílias brasileiras em meio ao recrudescimento da pandemia do novo coronavírus.

    A medida permite a suspensão de parte das regras fiscais pelo tempo que for necessário para que o governo possa pagar despesas emergenciais, como o auxílio, fora do teto de gastos – regra que limita as despesas da União.

    O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que já recebeu o relatório, afirmou em live no sábado (20) que o teto de gastos é importante, mas não critério absoluto e que, por meio da cláusula de calamidade, foi encontrada a solução para “flexibilizar” a regra fiscal e permitir que a população seja assistida

    O pagamento deverá ser feito de março a junho, mas em formato que será apresentado no início de março. O valor das parcelas, entre R$ 250 a R$ 300, que ainda estão em definição, não consta no texto da PEC.

    O que a proposta vai trazer são mecanismos para dar base jurídica a uma nova despesa. Depois da votação no Senado, a medida ainda precisa ter o aval da Câmara dos Deputados. Por ser uma emenda constitucional, o texto não depende de sanção do presidente Jair Bolsonaro, mas apenas de promulgação pelo Congresso Nacional.

    Após votação em dois turnos no Senado, a PEC deve passar por duas votações na Câmara dos Deputados antes de entrar em vigor.

    O que se sabe até agora sobre o novo auxílio

    – O chamado marco fiscal, com a PEC emergencial, o Pacto Federativo e a cláusula de calamidade, vai abrir espaço para o novo auxílio emergencial

    – Mecanismo permite que o governo faça um novo endividamento, fora do teto de gastos, para pagar o auxílio emergencial

    – O novo auxílio emergencial deve beneficiar 40 milhões de brasileiros

    – Custo previsto é de cerca de 30 bilhões

    – O valor do auxílio deve ficar entre R$ 250 e R$ 300

    – O número de parcelas ainda não está fechado, podem ser 3 ou 4

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    Na madrugada desta sexta-feira (19), um homem de 27 anos estava armado em uma festa com cerca de 200 pessoas, na quadra 5 do setor oeste na Estrutural.

    Segundo informações da polícia militar, a equipe que estava patrulhando naquele momento tentou aborda-lo mas ele fugiu e foi alcançado logo após. Resistindo a abordagem, entrou em luta corporal com os policiais, tentou dá um tiro na direção dos militares, mas arma falhou. Em seguida, um militar revidou com um disparo para conte-lo. 

    O projétil atingiu o seu braço e o abdômen.

    Projétil marcado pela arma que não disparou

    O SAMU foi acionado e o levou para o Hospital de Base em estado grave. A ocorrência foi registrada na 1ª Delegacia de Polícia.


    Por Francisco Gelielcon
    #EstruturalOnLine