Dia: 11 de agosto de 2020

  • Conheça a única região do DF onde não foi contabilizada morte por Covid-19

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    Conheça a única região do DF onde não foi contabilizada morte por Covid-19

    A capital federal registrou, até a tarde desta terça-feira (11/8), um total de 1.796 óbitos. Dos 126.124 infectados, 84,4% se recuperaram

    ATUALIZADO 11/08/2020 15:48

    CoronavírusYANKA ROMÃO/ARTE METRÓPOLES

    OSetor de Indústria e Abastecimento (SIA) é a única região administrativa do Distrito Federal que não contabilizou óbitos provocados pelo novo coronavírus desde o início da pandemia até hoje.

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    O SIA é a região com o menor número de habitantes do DF, segundo a Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (PDAD) mais recente da Companhia de Planejamento (Codeplan), de 2018. De acordo com o estudo, a cidade tinha uma população de 1.549 pessoas.À coluna Grande Angular, a administradora do SIA, Luana Machado, frisou que o setor é uma região de serviços, indústria e comércio. “Por isso, não temos registro de casos de coronavírus. Tem sido feita uma rigorosa fiscalização e obediência quanto ao decreto do governador. As pessoas infectadas no trabalho são afastadas e obedecem o tempo de quarentena”, disse.

    Em nota, a Secretaria de Saúde do DF informou que as mortes por Covid-19 são inseridas na listagem do local onde o paciente residia. “Então, a característica da região, com mais comércios do que residências, pode sim ser uma explicação”, pontuou.

    Casos no DF

    O número de óbitos provocados pelo coronavírus no DF chegou a 1.796 no início da tarde desta terça-feira (11/8). A capital federal registrou 126.124 contaminados, dos quais 106.409 (84,4%) se recuperaram.
    Fonte: Metropoles.com

  • Covid-19: Congresso começa a discutir regras para distribuir lotes da vacina

    Projetos de lei tratam da prioridade da imunização e da obrigatoriedade de que planos e saúde cubram a imunização dos segurados

    Com o avanço das testagens de vacinas contra a covid-19, o Congresso começa a discutir propostas para regulamentar a distribuição dos lotes, assunto que também está em debate no Ministério da Saúde. Projetos de lei tratam da prioridade da imunização e da obrigatoriedade de que planos e saúde cubram a imunização dos segurados. Algumas vacinas em desenvolvimento, como a de Oxford, podem ficar prontas para distribuição ainda neste ano ou no início de 2021.

    A imunização deverá vir acompanhada de grande concorrência interna, “em uma disputa entre governos estaduais e municipais, além de entidades privadas”, aponta o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), no Projeto de Lei 4.023/2020, no qual propõe que pessoas mais vulneráveis sejam as primeiras a receber a vacina. O ideal, segundo ele, é garantir priorização dos grupos de risco, como idosos, diabéticos, hipertensos, entre outros.

    O texto proposto pelo senador muda a lei que trata de medidas de enfrentamento à pandemia do novo coronavírus para inserir critérios técnicos, “de acordo com estatísticas e indicadores demográficos, epidemiológicos e sanitários”, explica. Vieira sugere que a distribuição leve em conta o percentual da população que já está imunizada, além do número de casos, óbitos e hospitalizações. A capacidade da rede de saúde e o potencial de disseminação da doença na região também devem ser considerados.PUBLICIDADE

    O deputado Wolney Queiroz (PDT-PE) sugeriu um PL (3982/ 2020) com o mesmo tema, na Câmara. Na proposta dele, primeiro seriam vacinados profissionais da saúde. Em seguida, idosos com mais de 60 anos, pessoas com comorbidades, profissionais da educação, pessoas que trabalhem com atendimento ao público e jornalistas. Depois, viriam as pessoas saudáveis com menos de 60 anos. O projeto do deputado, porém, não especifica as regiões prioritárias.

    Planos de saúde
    O Congresso também deve discutir se a vacinação precisará ser coberta pelos planos de saúde. A senadora Kátia Abreu (PP-TO) propõe, no PL 3.987/2020, que a cobertura seja obrigatória. Além de beneficiar os 47,1 milhões de brasileiros assistidos pela saúde suplementar, a medida “trará benefícios indiretos às operadoras, que evitarão os enormes custos associados ao tratamento de seus beneficiários acometidos pelas formas graves da covid-19”, argumenta, no texto.

    O projeto cria uma regra permanente para outras eventuais epidemias. “Sempre que a autoridade sanitária declarar emergência de saúde pública de importância nacional ou internacional, a vacinação eventualmente disponível contra a doença em questão terá cobertura obrigatória pelos planos de saúde”, resume a senadora.

    Fonte: Correio Braziliense 

  • Promotoria investiga denúncias contra líder espiritual acusado de estuprar seguidoras na Bahia

     

    Segundo as denúncias, Jair Tércio de Souza, 63, também teria abusado sexualmente de adolescentes

    Com base em relatos de estupros e terror psicológico prestados por um grupo de 14 mulheres, o Ministério Público da Bahia instaurou procedimento para investigar um líder espiritual com atuação no estado.

    Ex-grão-mestre de uma loja maçônica, Jair Tércio de Souza, 63, responsável por realização de retiros espirituais, é acusado de usar uma autoproclamada superioridade religiosa para cometer crimes. Ele, segundo as denúncias, também teria abusado sexualmente de adolescentes.

    O caso foi revelado pelo programa Fantástico, da Rede Globo, no dia 2. Deste então, o Ministério Público da Bahia tem tomado o depoimento de possíveis novas vítimas. A quantidade de mulheres não foi informada.

    O órgão, por meio da assessoria de comunicação, informou que só vai se pronunciar sobre o assunto quando todo o processo estiver concluído.

    Em entrevista à Folha, a pedagoga e mergulhadora profissional Tatiana Badaró relatou uma rotina de abusos sexuais e pressão psicológica entre os anos de 2002 e 2014.

    Ela disse que procurou amparo espiritual após engravidar aos 16 anos. “Até os 21 anos, sofria terror psicológico. Ele conseguia destruir minha identidade e se colocava como o salvador que iria me reconstruir”, diz.

    De acordo com Tatiana, os estupros ocorreram dos 21 aos 28 anos. Na primeira vez, segundo o relato, ele teria pedido para ela ir até a casa dele porque precisava preparar palestras. Tatiana conta que Jair Tércio pediu que ela tirasse a roupa porque estava impregnada de energia ruim da rua.

    Ao penetrá-la, conforme o relato, o suposto líder religioso afirmava que precisava colocar a energia espiritual dentro dela. “Falava que era um ritual de cura, que era algo sagrado”, disse.

    A defesa de Jair Tércio alega que ele teve relacionamentos amorosos consensuais e que em nenhum momento houve qualquer tipo de violência psicológica ou física a ensejar qualquer tipo de estupro ou importunação.

    A pedagoga afirma que tentou denunciá-lo nos anos de 2015, 2017 e 2018 em delegacias localizadas em Salvador e em Florianópolis. “Em Salvador, informaram que não havia provas. Em Florianópolis, disseram que eu teria que registrar o caso na Bahia.”

    Segundo Tatiana, a pressão psicológica exercida era tão grande que ela se formou em pedagogia por conta de Jair Tércio. “Eu sempre quis fazer medicina, mas ele dizia que eu não podia confiar na minha mente, que minhas escolhas seriam erradas”, afirma.

    Depois de conseguir romper o silêncio, Tatiana, agora, vai tentar cursar medicina.

    Havia também, segundo a mulher, ameaças veladas. De acordo com ela, o homem relatava que a entidade espiritual a castigaria se fossem feitas revelações.

    A promotora do Ministério Público da Bahia Sara Gama afirmou que há uma correlação entre os depoimentos. “Todas o tinham como um líder, uma pessoa iluminada ou alguém respeitável. Há uma linha. São depoimentos bem parecidos”, explicou.

    Ela destacou que até o momento há indícios de autoria e materialidade dos fatos provados através de laudos. “Precisamos ter bom senso. Temos uma investigação sigilosa. Ninguém está pré-julgando ninguém. Estamos seguindo rigorosamente a lei”, avaliou.

    O advogado Tiago Bastos, que representa três das 14 mulheres que fizeram a denúncia, diz que os relatos se repetem. “Sabemos que é um longo processo, mas temos esperança. Até o momento, temos os depoimentos das vítimas. São relatos de pessoas que não se conhecem e eles se repetem”, comenta.

    As denúncias das mulheres chegaram até o Ministério Público da Bahia a partir da ouvidoria do Conselho Nacional do Ministério Público e do projeto Justiceiras, nascido durante a pandemia do novo coronavírus para acolher mulheres vítimas de violência doméstica.

    Após tomar conhecimento das denúncias, a Grande Loja Maçônica da Bahia suspendeu os direitos maçônicos de Jair Tércio e instaurou um processo de sindicância para apurar a conduta dele.

    As informações são da FolhaPress